Causa, não consequência
A medicina que me formou é extraordinária — e eu a defendo. Na urgência, no infarto, na infecção grave, ela é brilhante. Mas a doença crônica é outra natureza: se constrói ao longo de anos e não se resolve controlando o sintoma. Quando a única resposta é mais medicamento, o exame melhora e a causa segue intocada — a doença avança por baixo, consulta após consulta. O remédio tem o seu lugar, é uma ferramenta valiosa. Só não pode ser a única. Tratar a causa é olhar para o que veio antes do diagnóstico — e agir ali.