Em 2016, o alerta veio de mim mesmo. Um exame de rotina mostrou glicemia de 110 — pré-diabetes. Eu estava com 102 quilos, hipertenso, roncando, com apneia do sono.
Eu seguia — e recomendava — a orientação alimentar padrão que aprendi na formação: uma dieta rica em carboidratos, fracionada de três em três horas, com integrais como base. Era o que se ensinava, para pacientes metabolicamente saudáveis e diabéticos. Só que, na prática, contribuía para a resistência à insulina em vez de reduzi-la. Remediava sintomas. Não estava mudando a saúde de ninguém de verdade. Nem a minha.
Foi então que tive contato com uma metodologia que, até ali, não me havia sido apresentada com clareza: a redução de carboidratos associada à reposição estratégica de nutrientes — um caminho com papel real na reversão de quadros metabólicos, muitas vezes o oposto do que eu vinha ensinando. Aprender isso quebrou paradigmas que eu carregava havia anos.
Reestruturei meus próprios hábitos e, em dois meses, perdi 12 quilos. Funcionou primeiro em mim, antes de eu levar para qualquer paciente — e foi essa prova, vivida na própria pele, que me convenceu a ir mais fundo.
De lá pra cá, venho construindo uma metodologia que une a mudança de hábitos ao rigor da medicina funcional integrativa. Comecei aplicando com um grupo piloto de pacientes, até ganhar confiança nos resultados. Foi esse caminho, sem volta, que se tornou o método que uso hoje: o Cuore Reset™.