Minha história

Da medicina que trata a doença à medicina que cuida da causa.

Vim da medicina tradicional. E foi ela que me ensinou a procurar mais.

Dr. Ureliano Cintra
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A formação

Me formei médico pela Universidade Federal de Uberlândia em 1999. Fiz residência em Clínica Médica, depois em Cardiologia e Ecocardiografia, no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Passei anos na linha de frente da cardiologia — e também ensinando, na faculdade de medicina, entre 2006 e 2017.

Eu acreditava, como me ensinaram, que a boa medicina era diagnosticar com precisão e tratar a doença com o melhor recurso disponível. E isso é verdade — só não é a verdade inteira.

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A inquietação

Com o tempo, uma cena começou a se repetir no consultório. O mesmo paciente, a cada retorno, com mais um diagnóstico. Mais um remédio somado aos anteriores. Os exames até melhoravam — mas a pessoa, no geral, ia piorando devagar.

Eu tratava o que aparecia: a pressão, a glicose, o colesterol. Mas a pergunta que não me saía da cabeça era outra: por que aparecia? E por que, mesmo tratando, continuava aparecendo mais?

03

A virada

Em 2016, o alerta veio de mim mesmo. Um exame de rotina mostrou glicemia de 110 — pré-diabetes. Eu estava com 102 quilos, hipertenso, roncando, com apneia do sono.

Eu seguia — e recomendava — a orientação alimentar padrão que aprendi na formação: uma dieta rica em carboidratos, fracionada de três em três horas, com integrais como base. Era o que se ensinava, para pacientes metabolicamente saudáveis e diabéticos. Só que, na prática, contribuía para a resistência à insulina em vez de reduzi-la. Remediava sintomas. Não estava mudando a saúde de ninguém de verdade. Nem a minha.

Foi então que tive contato com uma metodologia que, até ali, não me havia sido apresentada com clareza: a redução de carboidratos associada à reposição estratégica de nutrientes — um caminho com papel real na reversão de quadros metabólicos, muitas vezes o oposto do que eu vinha ensinando. Aprender isso quebrou paradigmas que eu carregava havia anos.

Reestruturei meus próprios hábitos e, em dois meses, perdi 12 quilos. Funcionou primeiro em mim, antes de eu levar para qualquer paciente — e foi essa prova, vivida na própria pele, que me convenceu a ir mais fundo.

De lá pra cá, venho construindo uma metodologia que une a mudança de hábitos ao rigor da medicina funcional integrativa. Comecei aplicando com um grupo piloto de pacientes, até ganhar confiança nos resultados. Foi esse caminho, sem volta, que se tornou o método que uso hoje: o Cuore Reset™.

04

O hoje

Busquei a formação que faltava para fazer isso com responsabilidade: Nutrologia pela ABRAN, Gastroenterologia Funcional, Metabolômica, Longevidade. Continuei cardiologista — e me tornei um médico que investiga a origem, não só o sintoma.

O Cuore Reset™ segue evoluindo desde então — refinado a cada paciente, a cada exame, a cada resultado. É a expressão de uma convicção simples: o que adoece tem causa — e causa pode ser tratada.

Comecei tratando o que aparece. Hoje, trato o que faz aparecer.

Cardiologista há 26 anos